Atualmente, uma das formas de pagamento mais utilizada pelas pessoas é o boleto bancário. Por ser prático e de fácil acesso, muitos optam por pagar contas dessa maneira. Mas o que parece ser simples e seguro, pode tornar-se um problema.

O golpe da cobrança com boleto falso, que é muito comum na internet, agora ficou mais sofisticado e perigoso pois os bandidos estão montado um call center, conseguindo informações de contratos de bancos e financeiras e ligando ou enviando mensagens via WhatsApp para os devedores, propondo um valor muito abaixo do débito, que claro, sempre é aceito pelo devedores.

Após a negociação com os estelionatários, eles constroem um boleto adulterado, com os dados bancários ou código de barras do banco ou da financeira, em que o valor pago não é direcionado para o credor, mas sim para um destinatário desconhecido. Esse tipo de fraude acontece principalmente por meio de emissão de boletos, com vias em sites, e-mail e WhatsApp.

Após realizar o pagamento, o consumidor devedor acaba, algum tempo depois, sendo cobrado pelos bancos e financeiras, através de escritórios de advocacia ou empresas de cobranças, agora dos verdadeiros contratados para fazerem a cobranças, referente ao boleto que já teria sido pago, e então percebe que foi vítima de um golpe.

Não é incomum encontrar alguém que já tenha passado por isso ou que quase caiu na armadilha. Segundo o Reclame Aqui, o número de queixas desse tipo aumentou 63,6% neste ano.

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O que fazer se cair no golpe?

A MORAIS ADVOGADOS orienta o cliente que sofreu um golpe pagando um boleto falso, deverá procurar fazer um boletim de ocorrência juntando todos os documentos que dispor, como imprimir as conservas do WhatsApp, o boleto fraudado, os contatos realizados, para que a polícia tome providências para prender ou pelo menos coibir novas fraudes contra outros consumidores.

Dependendo do tipo de fraude, as empresas não terão responsabilidade de reembolsar o consumidor.

Procurar primeiramente, a empresa prestadora do serviço ou o banco envolvido na fraude para obter reembolso. Além disso, também é importante tirar cópias do boleto, comprovante de pagamento e ir até a delegacia registrar boletim de ocorrência.

O golpe do boleto falso vem se tornando cada vez mais comum no Brasil. De janeiro a setembro de 2019 foram 4.417 queixas do tipo no site Reclame Aqui, um aumento de 42% em relação ao mesmo período do ano passado — nessa época do ano, o volume de reclamações acumulado era de 3.106. A prática envolve a falsificação de cobranças para fazer com que o pagamento vá para a conta bancária do golpista. São vários truques para atrair a vítima, que vão desde a manipulação do código de barras do documento até a criação de páginas falsas que oferecem o download da fatura forjada. Veja, a seguir, sete dicas para não ser enganado na hora do pagamento.

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1. Cheque os dados do boleto
Boletos falsos trazem algumas características que podem ser facilmente checadas pelo usuário. Veja se os dígitos finais representam o valor do boleto: se são diferentes, é possível que seja golpe. Caso seja uma cobrança recorrente, como a fatura da TV a cabo ou da escola dos filhos que costume vir com valor fixo, suspeite se houver alguma variação inesperada. Confirme também seus dados pessoais, como CPF, e busque por erros de português e de formatação.
Verifique ainda se os primeiros dígitos do código de pagamento coincidem com o código do banco que aparece como sendo o emissor do boleto. Um boleto do Banco do Brasil sempre começará com 001, do Bradesco com 237, da Caixa Econômica Federal com 104, do Itaú com 341 e do Santander com 033. Os números bancários podem ser checados no site da Febraban (https://www.febraban.org.br/associados/utilitarios/bancos.asp).

Para identificar um boleto verdadeiro, é importante se atentar aos números do código de barra — Foto: Reprodução/ Carolina Lais

2. Verifique a origem do vendedor
Se o boleto é emitido por uma loja, pesquise a reputação da empresa no Reclame Aqui para se certificar de que ela de fato existe. Aproveite para buscar o CNPJ no boleto e cheque se ele é real por meio de uma consulta no aplicativo da Receita para smartphone. É importante também evitar lojistas que fazem parte da lista negra do Procon.

Em caso de compras online, opte sempre que possível por outros meios de pagamentos que não envolvam boleto. Plataformas como Mercado Pago, PagSeguro e demais meios digitais oferecem mais segurança quando atuam como intermediárias e podem ser acionadas se algo der errado na transação.

3. Prefira a leitura automática do código de barras
Em qualquer boleto, prefira sempre ler o código de barras pela câmera do celular ou no caixa eletrônico. Em geral, boletos com linha digitável adulterada não trazem código de barras compatível e precisam forçar a vítima a digitar a sequência manualmente para completar o golpe. Um documento com barras ilegíveis, portanto, tem maiores chances de ser fraudulento.

4. Baixe o boleto no site do credor
Sempre que possível, é importante baixar boletos diretamente no site do banco ou da empresa que está fazendo a cobrança. Duvide sempre de boletos que chegam por e-mail, especialmente quando a mensagem traz um assunto como “Urgente” ou “Seu nome está no Serasa”. Uma boa maneira de driblar esse tipo de problema é usando um serviço de e-mail com bom sistema de anti spam, como o Gmail. O mesmo vale para faturas que chegam via WhatsApp.
Em golpes mais sofisticados, um boleto falso pode até mesmos ser enviado para a casa da vítima. Nessa modalidade, o documento pode vir com visual idêntico ao original, incluindo envelope com carimbo e remetente real.

5. Certifique-se de que o site é seguro e evite Wi-Fi público
Ao fazer download do boleto no site do credor, certifique-se de que está acessando a página verdadeira e de que o endereço começa por HTTPS. Páginas seguras trazem o selo do certificado SSL que assegura contra invasões e garante maior confiabilidade para o documento que está sendo baixado.

Evite também se conectar em redes públicas, que são mais suscetíveis a ataques no roteador capazes de falsificar páginas visitadas. Em golpes mais avançados, o criminoso pode interceptar o acesso e alterar um boleto aparentemente baixado do site oficial do banco. Por isso, opte sempre por fazer o download em uma rede segura e com senha, ou pela Internet móvel do celular.

Na hora de pagar uma conta é importante certificar-se da procedência do site, origem do e-mail e dados do código de barra. Empresas só enviam a segunda via quando o documento é solicitado pelo cliente, caso contrário, desconfie.

2020-07-14T23:45:12-03:00
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